A vez de Guerrero

Paolo Guerrero talvez não tenha sido até o hoje o grande artilheiro com o qual a torcida do Flamengo sonhou. Os mais pessimistas talvez digam que, a partir de agora, o peruano não se concentrará tanto nos jogos do time enquanto sua seleção não enfrentar a Nova Zelândia pela Repescagem da Copa do Mundo.

Sejamos otimistas. A contratação de Guerrero como artilheiro foi, de fato, um erro de avaliação. O atacante é, sim, um dos principais jogadores (senão o principal) do Flamengo desde sua chegada em 2015, mas nunca foi o goleador nato. Em um futebol de poucos talentos como o brasileiro, ter alguém como o peruano é um luxo, uma chance rara e que precisa ser aproveitada da melhor forma possível.

A chance de conseguir classificar o Peru para um Mundial e se firmar definitivamente como herói nacional é claro que mexe com Guerrero. E aí que o Flamengo pode se beneficiar. Em um time que muitas vezes dá a impressão de se preocupar pouco com derrotas, o atacante é o oposto. Lamenta chances perdidas, briga tudo que pode durante os jogos – a pontos até de se exceder no número de cartões -, sofre quando as atuações não são exatamente como ele gostaria.

Com Guerrero ainda mais motivado, o Rubro-Negro pode ganhar mais alma para a sequência do Brasileiro e para a reta final da Sul-Americana. É o que a torcida mais espera.

É bom frisar que o Predador deve desfalcar o Flamengo por quatro jogos enquanto estiver com a seleção peruana na Repescagem: Grêmio (5/11), Cruzeiro (8/11), Palmeiras (12/11) e Coritiba (15/11). Ele também não joga o Fla-Flu desta quinta.

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