Sem traumas

A fase pode não ser a de sua chegada ao clube. O erro no momento crucial (a final da Copa do Brasil) pode ter irritado os torcedores. Guerrero e Éverton Ribeiro têm salários igualmente beirando a casa do milhão. A própria contratação do meia pode ser questionada pelo retorno dado diante de tamanho investimento (vencimento que beiram os R$ 800 mil mensais) e pela passagem pouco animadora do jogador pela Europa.
Mas não há como negar que Diego é a grande estrela do Flamengo.

É do camisa 35 (ou 10 dependendo da competição) de quem se espera as melhores jogadas e em quem estão depositadas as maiores esperanças de um final de ano digno para o Rubro-Negro. Diante da importância de Diego é difícil entender por que ele não foi o cobrador do pênalti contra a Chapecoense. É evidente que Éverton Ribeiro tem qualidade e experiência para assumir a responsabilidade em momentos decisivos. Mas nada justifica que Diego deixe de cobrar os pênaltis do time.

Por favor, não me venham com aquele papo chato e cansativo de que ele pode estar abalado pelo erro na final da Copa do Brasil, contra o Cruzeiro. O futebol moderno e milionário de hoje não permite trauma tão sem sentido. Diego estava em campo, fazia uma partida até melhor do que das últimas vezes, logo era obrigação que assumisse a responsabilidade da cobrança.

Este ano, o Flamengo vem muito mal nos pênaltis. Foi eliminado da Taça Guanabara pelo Fluminense, da Primeira Liga pelo Paraná, e deixou escapar um título contra o Cruzeiro. Se o principal jogador e ídolo da torcida não assumir a missão, como Reinaldo Rueda poderá cobrar algo dos demais comandados?

Se a torcida deposita suas fichas em alguém para decidir, esse jogador é Diego. A bola está com ele. E o que se espera é que seja para tudo.

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