Corda no pescoço

Quem já conversou com alguma pessoa ligada ao dia a dia do Flamengo não tem dúvidas de que, nos bastidores do clube, o clássico contra o Vasco é “apenas” mais um jogo. Para ficar claro. Não é que jogadores e integrantes da comissão técnica não encarem o adversário com a importância devida. Não se trata de menosprezo. O que acontece é que, ao contrário do presidente do adversário, o Rubro-Negro em hipótese alguma considera o confronto como um campeonato à parte.

Dito isso seria lógico pensar que o Flamengo é favorito no clássico deste sábado, no Maracanã. Afinal, tem mais torcida, um elenco melhor e entra mais leve psicologicamente em campo. É aí que entra a história recente. Com desfalques, pressionado por não conseguir jogar bem e em posição ruim na tabela, apesar de um elenco caríssimo, o Flamengo da gestão Eduardo Bandeira de Mello se acostumou a perder para o Vasco (pelo menos até o fim de 2016).

A lógica se inverteu. O time de Reinaldo Rueda não terá titulares importantes e, mais do que isso, sente a ameaça de poder ser ultrapassado pelo rival em caso de derrota. Sim, o Vasco pode colocar o Flamengo fora da zona de classificação para a Libertadores de 2018.
Perder um clássico nunca pode ser considerado o fim do mundo. Mas é fato que um tropeço neste sábado deixará os rubro-negros com a corda no pescoço, passando a depender dos resultados dos adversário para não protagonizar um dos maiores micos de sua história, ao não ficar sequer entre os SETE primeiros colocados de um Campeonato Brasileiro de nível tão baixo.

Se sempre foi considerado “apenas” mais um jogo, o clássico com o Vasco virou decisão. E daquelas que podem deflagrar uma baita crise pelos lados da Gávea.

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