Cala a boca, Mozer!

A entrevista de Mozer ao site UOL publicada nesta terça-feira é de fazer qualquer torcedor rubro-negro chorar. Na reportagem, o ex-jogador e atual gerente de futebol do clube conseguiu jogar no lixo sua idolatria como um dos maiores zagueiros da história do futebol brasileiro.

Mozer mostrou um pouco de tudo o que é ruim para a função que desempenha: não soube explicar seu trabalho, mostrou a soberba que caracteriza a atual gestão, defendeu resultados ruins, ignorou o passado vitorioso do Flamengo e de sua geração e, como se tudo isso não bastasse, elogiou jogadores que já mostraram não ter a mínima condição de vestir a camisa rubro-negra.

Que uma coisa fique bem clara. Ninguém em sã consciência espera ter novamente um elenco com jogadores do nível de Leandro, Júnior, Andrade, Adílio, Zico e, até mesmo, Mozer. Jogadores assim não existem mais. Mas como pode um zagueiro como foi Mozer defender a importância de Rafael Vaz para o elenco? Como pode alguém que jogou e viu jogar tantos jogadores talentosos, elogiar a qualidade técnica de Gabriel e destacar a importância de Márcio Araújo?

A arrogância de Mozer beirou o ridículo ao culpar as críticas externas pela dificuldade de jogadores fracos não conseguirem render bem. Ou seja, a culpa não é de quem contrata, mas de quem critica. Ah Mozer, para por favor…

O atual gerente reconheceu que no fundo é um conselheiro dos jogadores e um transmissor de informações para o diretor executivo Rodrigo Caetano. Ou seja, Mozer atua também como assessor de imprensa. Não dá.

Mozer chegou ao cúmulo de comparar o processo atual do clube com a geração campeã do mundo em 1981. Choramos de tristeza ou gargalhamos de raiva? O ex-zagueiro esqueceu sua própria história. Segundo ele, a geração que encantou o mundo levou seis anos para ser formada. Refresque a sua memória, Mozer… Em 1980, o Flamengo foi campeão com Toninho na lateral, Manguito na zaga, Carpegiani no meio, e Júlio César no ataque. Somente no ano seguinte é que Leandro, Adílio, Lico e o próprio Mozer se tornaram titulares.

Mozer ficou nove meses sem dar entrevistas. O conteúdo de hoje é importante e revelador e, ao mesmo tempo, deprimente e inaceitável para um dirigente de um clube como o Flamengo. A presença de Mozer no departamento de futebol mostra-se mais um desperdício de dinheiro, assim como é com Marcio Araújo, Rafael Vaz, Gabriel, Muralha e tantos outros.

Ah… Mozer também acha que conquistar apenas o Estadual é muito relevante. É claro que ser campeão é bom e todos querem ser. Mas campeonato regional em sua época, Mozer, era normal, corriqueiro, quase não tinha graça. O Flamengo é muito maior. Se o que você tem a dizer é isso, a torcida te pede: cala a boca Mozer!

2 comentários em “Cala a boca, Mozer!

  1. Essa diretoria tá passando dos limites ao querer tirar a identidade de raça do Flamengo. Para todo fracasso há uma desculpa, o que não tem é um dirigente com culhão pra falar que isso aqui é Flamengo e esse ano tá ridículo. Não pelos resultados, mas pela forma como aconteceram. A eliminação da libertadores aconteceu no fim do jogo com o time apático. Apatia que quase custou a eliminação na copa do Brasil pro Santos.
    Esse elenco é incapaz de reverter um resultado e raramente busca um empate.

    Fica casa vez mais claro que a falta de gana para vencer é reflexo da chapa azul, que vive a aceitar derrotas e acariciar os péssimos jogadores.

    Pra essa chapa azul falta o azulzinho pra ficar com aquilo apontado pro céu, como dizia o Pofexô!

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