Escalação x Resultado

Não é fácil analisar um jogo quando o resultado é tão incontestável. Sempre que tudo dá certo, ou seja, quando o time vence, todos os erros ficam de lado. Mas vamos tentar deixar o placar de lado. Meter 3 a 0 no campeão brasileiro, que não levou três gols de nenhum adversário na competição, é um feito considerável.

Não dá para esquecer, porém, que o adversário em questão já conquistou o título, jogou com meio time reserva e, é impossível esquecer, não quer mais nada com o campeonato. Ou seja, o Corinthians era o time ideal para o Flamengo treinar para a semifinal da Sul-Americana, na quinta-feira, contra o Junior Barranquila.

O que fez Rueda? Mandou a campo mais uma de suas escalações inexplicáveis. Ah, os mais eufóricos dirão que Mancuello fez um golaço. Claro que fez. Mas colocar em campo um jogador sem atuar há mais de dois meses, que jamais se firmou como titular e que todos sabem que não ficará no elenco em 2018 é, no mínimo, uma irresponsabilidade. O próprio argentino disse ter ficado surpreso por começar jogando.

Mancuello mostrou profissionalismo, mas não venham com a história de que Rueda viu sua dedicação nos treinos, que todos precisam estar prontos para entrar quando necessário, etc, etc, etc… Esse papo não cola. Rueda inventou, o gringo fez uma partida apenas razoável, mas o golaço apagará da memória de todos mais um equívoco do técnico. Ainda teve Geuvânio, outro que jamais se firmou com Rueda.

A atuação foi também razoável, a dedicação superou expectativas, mas ficou a impressão de que a reclamação feita pelo jogador em uma rede social pesou para a decisão do colombiano em escalá-lo. A temporada vai chegando ao fim, e Rueda parece perdido. Mesmo com mais uma atuação sem brilho, a excelente vitória vai mascarando os problemas rubro-negros. A esperança do torcedor é que o título da Sul-Americana venha e que a vaga na Libertadores de 2018 seja alcançada. Mas é preciso muito mais para que o Flamengo seja vencedor na próxima temporada. Com ou sem Rueda…

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