Muralha e a redenção – Parte 2

A cara de medo de Muralha ao se aquecer para substituir Diego Alves, machucado, preocupou torcedores, companheiros e integrantes da comissão técnica. Marcado por falhas e pela incompreensão por não ser pegador de pênaltis – como se essa fosse sua principal obrigação -, Muralha tem mais uma vez a chance de reescrever sua história com a camisa do Flamengo.

Não custa lembrar o que já dissemos aqui neste espaço. Muralha não é goleiro para o Flamengo. Ser destaque de um time – o Figueirense – que passou a maior parte do tempo do Brasileiro lutando contra o rebaixamento jamais poderia ser ponto a favor para a sua contratação. Sim, a contratação de Muralha foi um erro de avaliação.

Mas Muralha não pediu para ser contratado, não pediu para ter um alto salário, não pediu para que o Flamengo investisse alto para tê-lo, não pediu para que os dirigentes avaliassem mal e dispensassem Paulo Victor… Muralha não pediu nada ao Flamengo. Ele é apenas um profissional, de qualidade técnica mediana, mas que cumpre suas obrigações. Simples assim.

Na partida desta quinta, Muralha falhou no gol do time colombiano e fez uma ou duas boas defesas depois. Agora, Muralha tem mais uma chance de reescrever sua história com a camisa rubro-negra. E o futebol é conhecido por sepultar ou desenterrar jogadores no coração da torcida. Quando ninguém mais esperava, lá vai o goleiro para mais uma partida decisiva pelo Flamengo. É mais uma chance mágica para que Muralha vire um herói improvável.

Quem não pode se iludir, aconteça o que acontecer, são os dirigentes. Muralha precisa seguir seu caminho longe do Flamengo. Como herói ou como vilão. Mas com a dignidade de qualquer pessoa que leva sua profissão a sério…

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