Mentalidade pequena

O Flamengo tem a chance de fechar o ano com um título inédito em sua história. Mas não parece que essa possibilidade motiva dirigentes e jogadores. A foto abaixo é o retrato do clube atual. Estrutura de primeiro mundo, elenco milionário e a mentalidade de um time pequeno. O presidente Eduardo Bandeira de Mello comemorando com os jogadores o triunfo sobre o Vitória e o diretor executivo Rodrigo Caetano emocionado, quase chorando, refletem como o Flamengo vem apequenando seu pensamento ao longo dos anos.

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Será que terminar o Campeonato Brasileiro na sexta colocação, com o mesmo número de pontos que o Vasco, apenas dois a mais do que a Chapecoense e 16 atrás do campeão Corinthians merece festa? O atual comando do futebol desconhece a história do Flamengo. Não bastasse rechear o elenco como jogadores medíocres, ainda proporciona uma cena bizarra como a vista no Barradão.

Na quarta-feira, o trabalho de qualidade duvidosa feito ao longo de 2017 pode parecer ainda melhor com o título da Sul-Americana. E é claro que a torcida é pelo Flamengo campeão. Títulos rendem mais grana, atraem mais torcedores, colocam sempre um clube em um patamar elevado.

Mas a obrigação do comando rubro-negro é fazer uma análise profunda a partir de quinta-feira. Com o orçamento que tem, ser o sexto do Brasileiro é motivo de vergonha, não de festa.

Os dirigentes não podem esquecer que, ganhando ou não a Sul-Americana, Muralha, Pará, Rafael Vaz, Renê, Trauco, Márcio Araújo, Arão, Mancuello, Rhodolfo, para citar apenas alguns nomes, seguirão com contrato para a próxima temporada. E tudo que o torcedor não quer, não espera e não merece é passar por um novo vexame na Libertadores como aconteceu este ano.

É hora de pensar grande. Pensar como Flamengo…

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