Os 10 Mandamentos pós-fracasso

Dizem que tudo na vida tem seu lado bom. Se é assim, que o Flamengo aproveite os últimos dias de um 2017 que merece ser esquecido para agir. Não é de hoje que criticamos aqui a postura dos dirigentes e dos jogadores ao longo da vexatória temporada deste ano. Não dá mais para esperar. É preciso pressa para que os erros sejam corrigidos, e o torcedor não sofra tanto em 2018. Deixamos aqui 10 dicas para o presidente Eduardo Bandeira de Mello, o fã declarado de Muralha, Pará, Rafael Vaz, Márcio Araújo e cia. O presidente que está fazendo – ou já fez –  o Flamengo ser um time acostumado a perder.

1) Fora Rodrigo Caetano: o diretor executivo mostrou ao longo dos últimos anos que não sabe reforçar o elenco. Gastou milhões com jogadores que pouco renderam, mostrou conformismo com os seguidos tropeços e protagonizou uma das cenas mais ridículas da história rubro-negra ao chorar no Barradão, no dia em que o Flamengo terminou o Brasileiro na SEXTA colocação.

2) Fora Mozer: O gerente de futebol é um dos maiores enigmas do Flamengo. Nos bastidores, é visto como  o “cara da resenha”. Vive conversando com os jogadores, mas nada faz de produtivo. Ídolo e com lugar eterno na história do clube, deu a entrevista mais catastrófica de sua carreira ao portal UOL, na qual defendeu Márcio Araújo, Rafael Vaz, Gabriel, jogadores que considera fundamentais para o Flamengo. Tem um salário alto, que pode ser pago a um jogador de bom nível.

3) Fora Rueda: O colombiano jamais conseguiu dar um mínimo de padrão ao time. Na final da Sul-Americana, errou ao escalar Trauco desde o início, mais uma vez demorou a mudar o time e, quando o fez, colocou Éverton Ribeiro, o mesmo que havia barrado por vir rendendo abaixo da crítica. Também insistiu em manter Diego os 90 minutos em campo. Mas o pior de tudo é não ter sido capaz de fazer o time ter pelo menos UMA jogada ensaiada. O esquema do Flamengo já é conhecido: bola para a área e seja  o que Deus quiser.

4) A barca: embora o presidente defenda, Mozer elogie, e Rodrigo Caetano diga que o ano foi maravilhoso, jogadores como Muralha, Pará, Trauco, Renê, Márcio Araújo, Rafael Vaz, Rhodolfo, Arão e Gabriel não têm mais condição de defender o Flamengo. Para sonhar mais alto, é preciso investir melhor.

5) Contratação de um goleiro: Diego Alves será o titular em 2018. César é um bom reserva. Mas o Flamengo não pode repetir o erro desta temporada. É preciso mais um goleiro de qualidade para um temporada longa. Não dá para apostar apenas que César está definitivamente pronto para o caso de uma inatividade longa de Diego Alves. Se isso acontecer (espera-se que não), o terceiro goleiro tem que ser do mesmo nível do segundo, o que Thiago definitivamente não é.

6) Laterais: Pará, Rodinei, Trauco e Renê estão MUITO longe de serem jogadores titulares para o Flamengo. Na direita, Pará teve mais uma temporada ruim. Foi bem em pouquíssimos jogos, alternou a titularidade  com Rodinei em alguns momentos e jamais convenceu. Na esquerda, as atuações de Trauco e Renê ao longo do ano falam por si.

7) Zagueiros: não há como esconder que Réver e Juan não têm mais condições de serem titulares ao longo de uma temporada inteira. Se a dupla foi das poucas coisas boas do ano, seus reservas foram um desastre. Rhodolfo e Rafael Vaz não inspiram confiança e está claro que o time precisa de reservas de nível para as muitas em que Réver e  Juan não poderão atuar.

8) O fator Diego: Parece claro que Diego está muito mais preocupado com a Copa da Rússia do que com o Flamengo. A temporada do meia foi ruim, principalmente nos últimos três meses. Diego não vem jogando nada e vive de raros lances de bola parada. É preciso que alguém converse com ele para entender o que está acontecendo. O time  não pode se dar ao luxo de ficar “sem Diego” até o final da Copa de 2018.

9) Um substituto para Guerrero: Confirmada a suspensão de Guerrero, o Flamengo precisa urgentemente de um substituto, de preferência que seja artilheiro, o que o peruano jamais foi. Felipe Vizeu tem bola para fazer parte do elenco, mas transformá-lo em titular absoluto é um risco. É preciso alguém mais experiente, que supere a pressão de jogos decisivos e imponha respeito aos adversários.

10) Ataque: O Flamengo precisa de um bom atacante. De preferência, dois. Embora tenha a adaptação ainda como desculpa, Éverton Ribeiro não correspondeu este ano. Vinicius Júnior tem um talento indiscutível, mas a solução de todos os problemas não pode estar em um jogador tão jovem.

Acorda, Flamengo…

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