Torcida sem vergonha!

Toda generalização é errada, leviana, burra e covarde. Mas virou rotina as cenas de selvageria ocorridas na final da Sul-Americana, contra o Independiente, no Maracanã. E aí, é aquela história. É a torcida do Flamengo. É impossível separar o torcedor que vai para ver o jogo do baderneiro/vândalo/marginal.

A chegada do Independiente ao estádio fez o Maracanã parecer cenário de filme de terror. Nenhuma medida preventiva foi tomada pela PM, que só reagiu com o agora habitual spray de pimenta. No entorno, garrafas eram atiradas em policiais e seguranças. O medo dominava o local.

Pais desesperados, crianças assustadas, corre-corre, grades jogadas no chão… Estava na cara de qualquer um que aquele local não era para quem queria apenas ver o jogo e se divertir.

Dentro do estádio, pessoas fumavam maconha diante de crianças, numa cena rotineira de uma cidade falida. Policiais mostravam preocupação e deixavam claro que não tinham muito o que fazer. Era muita gente querendo fazer baderna, brigar e poucas que queriam apenas torcer.

As cenas da TV são ainda mais fortes. Bandidos roubando cerveja de ambulante, roubando carro de uma pessoa que atropelou outra e parou para acudi-la, selvageria, bombas, morteiros, garrafas… Cenas lamentáveis, imperdoáveis e, infelizmente, cada vez mais rotineiras.

O torcedor que tanto se sente no direito de chamar o time de sem vergonha a cada atuação ruim, viveu o seu dia de ser sem vergonha, sem moral, sem caráter, sem nada…

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