O “pacote” Fred

O interesse do Flamengo por Fred faz o torcedor ficar dividido. Em uma análise fria, levando-se em consideração apenas o ‘dentro de campo’, o atacante poderia resolver um problema crônico rubro-negro nos últimos anos: a presença de um artilheiro.

Quando Rodrigo Caetano contratou Guerrero, na época em litígio com o Corinthians, muito se falou de que, enfim, o Flamengo teria um artilheiro. O que o diretor executivo e seus pares desconheciam é que o peruano jamais foi o centroavante matador por onde passou. É evidente que a presença de Guerrero foi fundamental para o Rubro-Negro, mas o tempo mostrou também o que muitos já sabiam em relação ao atacante.

Com Fred é diferente. Mesmo após o fracasso na Copa de 2014, ele segue no pódio dos camisas 9 do futebol brasileiro, ao lado de Jô e Henrique Dourado. Ao longo dos anos, o hoje atacante do Galo se notabilizou por fazer 30 gols de média por ano.

Mas há alguns fatores bem desfavoráveis à contratação. Fred não é mais um garoto, se machuca bastante e pode desfalcar o time com certa frequência. Além disso, as informações que se tem do atacante nos tempos de Fluminense dão conta de uma vaidade exagerada, do fato de ser ‘paneleiro’ e de se rebelar quando algo não sai de acordo com sua vontade.

O principal, porém, é o salário. Na realidade do futebol brasileiro hoje, Fred mereceria, no máximo, R$ 300 mil a R$ 350 mil mensais. Mas pagar salários justos não é a especialidade do Flamengo, que paga, por exemplo, cerca de R$ 1 milhão por mês a Guerrero. Mesmo com dinheiro em caixa, é preciso saber investir certo para que o time não faça novo vexame em 2018, assim como aconteceu este ano.

Antes de fechar com Fred é preciso uma conversa franca, que não deixe dúvidas com relação ao que se pode esperar do atacante na próxima temporada. Se o jogador se mostrar preocupado com a repercussão negativa dos tricolores, é melhor que nem chegue perto da Gávea. Problemas, o Flamengo já tem de sobras…

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