Diretoria perdida

Vamos deixar o caso Rueda de lado até a apresentação dos jogadores nos próximos dias, em Vargem Grande. Por ora, vamos falar de reforços. Ao que tudo indica, o Flamengo voltará às atividades sem que ninguém tenha sido anunciado para 2018. O que mais intriga o torcedor, porém, é o reforço pretendido para o ataque. A vontade de ter Vagner Love é, no mínimo, estranha em se tratando da gestão Eduardo Bandeira de Mello.

Vamos recordar… Vagner Love era jogador do Flamengo quando Bandeira e sua turma assumiram a direção do clube. O Flamengo já tinha desembolsado R$ 11 milhões de um total de R$ 27 milhões para tê-lo em definitivo junto ao CSKA, da Rússia.

Em 2013, Love ganhava R$ 600 mil mensais e era querido pela torcida, embora jamais tenha conquistado um título com a camisa rubro-negra. Love pediu para ficar, lutou para ficar, mas foi praticamente colocado para correr do clube. A alegação era que as finanças iam mal, mas, na época, os R$ 11 milhões investidos até então foram jogados no lixo.

Agora, cinco anos depois, Love é a bola da vez para reforçar o ataque, recebendo os mesmo R$ 600 mil de quando deixou o clube. Não pode ser sério. Quando foi mandado embora, ele tinha 28 anos. Agora, vai completar 34 e a ideia é tê-lo por empréstimo, o que certamente não sairá de graça. O atacante renovou recentemente seu contrato com o Alanyaspor, da Turquia, até 2020 e faz sucesso por lá, em um futebol de nível inferior tecnicamente.

Trazer Love para resolver o problema do ataque rubro-negro é mais uma demonstração de como os dirigentes estão perdidos desde o caso de doping envolvendo Guerrero. Ao contrário de quando Bandeira e sua turma assumiram, hoje o Flamengo é visto como um clube rico, que pode investir bem. Não seria a hora de se pensar em algo novo e com potencial de negócio futuro?

Mas fazer bons negócios não é com comando do futebol rubro-negro. Disso ninguém mais tem dúvidas.

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