Hora de aprender

É elogiável o trabalho feito nas divisões de base do Flamengo. E isso não é de hoje, Vem de muito tempo. Mas a conquista da Copa São Paulo de Juniores precisa levar os dirigentes a uma profunda reflexão.

Por exemplo. Quem viu os jogos da Copinha e tem assistido o começo do Estadual (que não é parâmetro para nada), consegue entender por que Rafael Vaz e Rhodolfo foram contratados? Qualquer um dos zagueiros vistos somente em 2018 é muito, mas muito melhor mesmo do que os jogadores contratados por Rodrigo Caetano recentemente.

É claro que não se pode comparar Copinha e Estadual com Brasileiro e Libertadores. Mas será que não há ou havia uma única pessoa nas divisões de base que não tenha visto e avisado sobre a qualidade dos jogadores da base?

É claro que é preciso cuidado. No futebol, a euforia é um prato cheio para quem sucessivos erros sejam cometidos na sequência de um título. Isso é histórico também no Flamengo. Há bons valores para serem bem trabalhados e aproveitados aos poucos, em vez de deixarem Rodrigo Caetano contratar qualquer jogador mediano com salários milionários…

Outro ponto importante a ser analisado é a integração tática entre base e profissional. Não é preciso que se formem robôs disciplinados taticamente ou um time que sabe apenas atacar, porque virou moda dizer que o Flamengo tem o tal “DNA ofensivo”. Mas o técnico Mauricinho precisa ser chamado para uma conversa séria e definitiva. A forma covarde como a qual o Flamengo atuou na decisão da Copinha deve servir de modelo como não agir. Em qualquer lugar do mundo, quem passa a partida inteira sendo pressionado tem tudo para sair derrotado. O Flamengo não foi. Ainda bem. Mas que sirva de exemplo para o futuro.

No mais, não há nada que pague a felicidade de uma garotada feliz. Que os dirigentes, ávidos por contratações caras como forma de dar satisfação à torcida e à mídia, entendam isso de uma vez por todas.

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