Agora é sério!

Você, torcedor rubro-negro, escolha a imagem mais emblemática de 2018 até o momento: o gerente de futebol Mozer fazendo festa com o troféu da Taça Guanabara ou qualquer uma das quatro comemorações dos jogadores do Fluminense no clássico do último sábado?

As duas dizem muito do comportamento dos dirigentes do Flamengo há alguns anos. Ídolo e vencedor de tudo no Flamengo, o gerente Mozer se acostumou com coisas pequenas. Sim, é bom que fiquem sabendo desde já que conquistar a Taça Guanabara não quer dizer rigorosamente nada. Aliás, diante do nível dos rivais, nem mesmo a conquista do título estadual deve ser tão comemorada. É OBRIGAÇÃO!

A festa dos tricolores no clássico em Cuiabá é mais uma mostra da falta de planejamento dos rubro-negros para o que de fato importa: a Libertadores. Jogo sábado, voo fretado, retorno ao Rio no mesmo dia, clássico regional, hora de ajustes finais… Nada disso foi levado em consideração. O Flamengo foi a campo com uma formação medíocre, entregue desde o começo e que por pouco não sofreu sua derrota mais humilhante da história para o eterno rival.

Não, não há página virada. Perder de 4 para um tradicional rival é para ser sentido por um bom tempo. Mas o Flamengo de Bandeira, Mozer, Rodrigo Caetano e cia não parece se sensibilizar com isso.

E então lá vai o Flamengo para mais uma Libertadores. O elenco é basicamente o mesmo do ano passado, com o fato positivo de não contar mais com Muralha, Rafael Vaz, Marcio Araújo e outros tantos que jamais deveriam ter vestido o manto rubro-negro. Mas que ninguém se engane.

O Carpegiani que conquistou a única Libertadores da história do Flamengo, há distantes 37 anos, não terá à disposição Raul, Leandro, Marinho, Mozer (o craque, não o péssimo dirigentes), Júnior, Andrade, Adílio, Zico, Tita, Nunes, Lico e tantos outros reservas muitos superiores aos jogadores do elenco atual.

Carpegiani não faz milagre. Será preciso muito para transformar o sonho do título em realidade. Mais do que isso. Para passar mesmo da fase de grupos e apagar a eliminação vexatória do ano passado. Agora é pra valer. Agora, a coisa é séria…

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