Piada (sem graça) pronta!

Não, o Flamengo não está eliminado da Libertadores. A atuação ruim e o empate nos minutos finais contra o River Plate não sepultaram as chances rubro-negras na fase de grupos da competição. Mas ficou evidente (mais uma vez) que Eduardo Bandeira de Mello, Rodrigo Caetano e cia. se esforçam ano após ano para que o time vire motivo de piada entre os rivais.

Sim, o Flamengo tem chances de se classificar, melhorar na competição e até chegar ao título. Mas façamos uma análise rápida do cenário atual. Um jogo na Libertadores foi o suficiente para Carpegiani reclamar da falta de opções do elenco. É para rir, né?

Carpegiani vive no passado e começar o processo para 2018 por ele foi o maior de todos os equívocos de Bandeira e sua turma. Ao escalar o Flamengo com apenas um volante, o treinador dá sinais de que pensa viver ainda os anos mágicos da década de 80, quando Andrade ditava o ritmo do meio-campo rubro-negro.

Por favor, Carpegiani. Some todos os jogadores que já passaram pela função nos últimos 25 anos pelo menos e o resultado não chegará perto de Andrade. Falemos do presente. Cuéllar é um jogador mediano. Jonas é pior do que o titular. Rômulo também. Não é possível que o treinador não tenha percebido ainda que qualquer um deles não é suficiente para proteger a lenta zaga formada por Réver e Juan e ainda ter qualidade para iniciar a saída de bola. O resultado? Diego e Éverton Ribeiro têm que recuar para buscar jogo e levar o time à frente. Não há quem aguente isso durante 90 minutos.

Ainda mal tecnicamente, Éverton Ribeiro terminou o jogo esgotado fisicamente. Diego teve poucos lampejos, e Everton (chamado de Cardoso pelo técnico) sequer chegou ao fim da partida.

Pior do que desconhecimento foram as escolhas de Carpegiani. O treinador reclamou que o elenco disponível só permitia as alterações que foram feitas. Será? A única mudança tática planejada era mesmo trocar Pará por Rodinei? Há algo mais mal planejado do que começar uma Libertadores com Pará e Renê de titulares?

E o que dizer da entrada de Arão, que sequer atuara em 2018? O resultado deixou péssima impressão, mas pode ter sido um alerta importante. É preciso que chamem Carpegiani e avisem que Leandro, Júnior, Andrade, Adílio e Zico já pararam há muito tempo. O treinador precisa pensar as possibilidades do jogo antes de a bola rolar. Surpresas acontecem? Claro que sim. Mas um mínimo de preparo pode ajudar.

Ou Carpegiani revê seus conceitos táticos a tempo, ou o Flamengo será mais uma vez motivo de piada para os rivais. Uma piada pronta e sem graça ano após ano…

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