Pobre Paquetá…

No futebol, o que fica é o resultado. Isso não é apenas um discurso, é a prática mesmo. Treinadores gostam de analisar atuações apenas quando não vencem. Quando o placar é favorável, é praticamente impossível que alguém reconheça os erros da equipe. Mas nós pensamos diferente.

O triunfo de 3 a 0 sobre o Boavista mais uma vez serve para enganar o eufórico torcedor. Não fossem duas falhas do goleiro Rafael – nos gols de Rodinei e até de Diego -, o Flamengo teria sofrido muito para sair vitorioso do Raulino de Oliveira. E então chegamos ao ponto central desse post.

O terceiro gol foi de Lucas Paquetá, o melhor jogador do Flamengo na atual temporada. O garoto tem jogado bem com frequência, embora venha exagerando em jogadas de efeito sem que ninguém o chame atenção para a necessidade de ser mais objetivo em campo.

O problema é que Paquetá é jovem ainda, sendo natural que alterne boas e más atuações. O que vem sendo feito com ele é quase um crime. Paquetá joga pela esquerda, pela direita, ajuda a marcar, recua para buscar a bola, tenta armar… Alguma dúvida de que uma hora não vai jogar bem?

Hoje, Paquetá é sobrecarregado pelas atuações ruins em sequência de Éverton Ribeiro (principalmente) e Diego. O camisa 10, aliás, foi salvo pelo gol de falta sobre o Boavista. Até aquele momento, tinha péssima atuação, com sucessivos erros em lances simples.
É necessário que o departamento de futebol do Flamengo atue para salvar uma ainda jovem promessa. No esquema do técnico Paulo César Carpegiani, Paquetá está sendo sobrecarregado e pode sofrer as consequências de uma queda de rendimento.

Como o Estadual serve para quase nada em termos técnicos, fica o alerta. Por favor, não prejudiquem o Paquetá…

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