Obrigado, Julio!

Eu tinha apenas 12 anos, em 1999, quando o Romário, meu grande ídolo, deixou o Flamengo. A dor foi grande, mas foi amenizada com o título da Copa Mercosul sobre o forte Palmeiras, no Parque Antártica. Na reserva daquele time estava um jovem goleiro, que pouco tempo depois, para a surpresa de muitos, ocuparia essa vaga (de ídolo) no coração de muitos rubro-negros, inclusive do meu: o nome dele é Julio Cesar.

Em 2000, ele se tornou titular absoluto do time e não saiu mais. Virou ídolo da torcida, mesmo com um elenco recheado de estrelas no Flamengo… Time que tinha grandes nomes como Petkovic (após o gol de 2001, também virou), Alex, Denílson, Edílson e Gamarra… Conquistou títulos, salvou a equipe do rebaixamento inúmeras vezes e chorou… Emotivo que é, chorou muito nas vitórias e nas derrotas. E nós choramos com ele. Ganhar do Vasco, nosso maior rival, para ele, era fácil. Foram quatro cariocas, sendo três seguidos: 1999, 2000, 2001.

No fim de 2004, ele partiu. Deixou um vazio em todos. E nós sonhamos com o seu retorno. Passamos a acompanhá-lo na Inter de Milão e na seleção brasileira. A cada vitória, vibramos. Quando a seleção caiu na Copa do Mundo, em 2010 e em 2014, o defendemos, sentimos a mesma frustração que ele sentiu.

Ficamos sentidos, é verdade, quando ele disse que encerraria a carreira no futebol europeu. Essa bela história não poderia terminar assim… e, três meses atrás, voltamos a sorrir. Julio voltou… Por pouco tempo (três meses), mas voltou… E hoje chegou o dia da despedida, do Flamengo e dos gramados. Não queríamos que esse dia chegasse. Fizemos a campanha na web #FicaJulio, mas as dores na coluna falaram mais alto. Julio se vai. Pela última vez, gritaremos “Ahhhh, é Julio Cesar…” no Maracanã…

O que podemos dizer para você, ídolo Julio, é obrigado! Você foi um grande goleiro e um grande rubro-negro vestindo o Manto… Deixará saudades!

Ass: Um rubro-negro fanático

Deixe uma resposta