Depois do cheirinho, ficamos chupando dedo

Por Rodrigo Mandarini

Fala aí, rapaziada!

Estou chegando aqui no Fera Rubro-Negra, pra trocar uma ideia com você. Espero que a gente tenha uma parceira maneira. Podem cornetar à vontade. Será um prazer responder sempre quem comentar aqui. E vamos ao primeiro papo:

Chegou ao fim a última chance que essa diretoria do Flamengo tinha para ser campeã de alguma coisa relevante. Em seis anos, com muito dinheiro entrando, foram dois Cariocas e uma Copa do Brasil. E o pior, nem o “muito dinheiro entrando”, nem os três títulos em seis anos foram por méritos desses caras. Que lixo de gestão!

O fracasso no Brasileiro teve a cara desse Flamengo atual. Poucas vezes um time foi tão a imagem de sua diretoria quanto esse Flamengo Azul. O comando do clube, do futebol, os asseclas, os funcionários, os jogadores, todos têm a cara da derrota. A cada jogo minimamente decisivo, o fracasso é certo. São pessoas que têm dentro de si a semente da derrota.

Espero muito que em 2019 as coisas mudem no clube. Mais do que uma mudança de nomes, que seja uma nova postura, filosofia, sentimento. Que esse apreço pelas derrotas seja extinto. Que entendam que o hino do clube brada “Vencer, vencer, vencer!”. Não há outra missão no Flamengo diferente da vitória. Segundo lugar é uma boa posição para os outros. Jamais para quem é vermelho e preto.

Dito isso, culpando os verdadeiros culpados, resta avaliar o elenco perdedor. São jogadores medíocres, com altos salários. São coadjuvantes, com pose de protagonistas. São perdedores, com comportamento de campeões. Era óbvio que não daria certo. E eu digo isso nas minhas redes sociais bem antes desse mais novo fracasso.

Não vou nem perder tempo avaliando os laterais, que são fraquíssimos. Nem o César, a garotada em si, que precisam de cancha. Vamos aos que merecem uma palavra.

Diego Alves, o goleiro que só jogou em time pequeno e tem um título mineiro como maior momento. Além de desrespeitar o treinador, os companheiros e a torcida.
Rever, o capitão pixoteiro, entregador de paçoca, que dá entrevistas piores ainda em todos os jogos. Lento, atabalhoado. Só tem pose.

Cuellar, o craque que fez pênalti em final, deu condição de jogo no gol que tirou o time da Libertadores e tem mais expulsões do que qualquer jogador no ano. Ainda é melhor do que os outros que temos, mas não acho nada desse craque todo.

Arão, que tem pose de Falcão e futebol de Arão. Foi a melhor surpresa do fim do ano, se recuperando e jogando bem.

Rômulo, que dispensa adjetivos, não deve ter sequer a entrada permitida no Ninho a partir de hoje.

Diego, o protagonista dos jogos medíocres e que some quando precisam dele. Pode ir também.

Éverton Ribeiro, um vagalume. Jogou muito hoje, mas passa meia dúzia de jogos morrinhando.

Dourado, espero que tenha mais chances. Mesmo sendo fraco, pode ser útil.
Marlos, pode mandar embora.

Uribe, jogou alguma coisa no fim do ano. Vale apostar.

Berrio pode procurar o Rueda e meter o pé.

Vitinho ninguém vai querer mesmo. Então vamos ter de aturar e ver se melhora no ano que vem.

De resto, não tem muito o que fazer.

Saudações rubro-negras.

MANDA BEM: Dorival Júnior fez mais do que esperávamos dele. O cara recuperou o César, Uribe, arrumou o time e vem tendo excelente aproveitamento. Não acho que seja o ideal pra 2019, mas cumpriu bem o papel.

MANDA MAL: A venda do Paquetá foi, ao meu ver, o erro que nos tirou o título. Perdemos o nosso principal jogador, que ficou com a cabeça nas nuvens depois da negociação. São muito amadores.

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